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25 ago 2021

Um dos desafios do gestor/empreendedor

Um dos grandes desafios da gestão, é a gestão de pessoas. Do comportamento delas e como elas entendem a relação delas com as empresas em que trabalham. Vou tentar passar uma visão simplista, para uma situação que sempre acontece nas empresas quando falamos em atendimento, resolver problemas e perda de clientes. Esses assuntos estão diretamente ligados ao comprometimento do seu time e o quanto ele consegue entender a relação dele com a empresa.

Para entendermos melhor o que estou querendo dizer, vamos dividir as pessoas de uma empresa em três grupos: o primeiro é o grupo das pessoas que são empáticas, ou seja, os problemas que estão acontecendo na empresa, perda de clientes e o desafio do atendimento que precisa transformar crise em oportunidade, essas pessoas sentem as dores e se solidarizam para colaborar na solução dos problemas. Não se sentem afetadas por eles, mas são empáticas, se solidarizam.

O segundo grupo são das pessoas que tem um relacionamento com a empresa em um nível que não só sente as dores mas consegue entender que os problemas indiretos que acontecem na empresa, seja do setor dela ou de outro setor que não tem nada a ver, vai impactar no desempenho da empresa que de alguma forma pode comprometer a evolução dela profissionalmente, as promoções que estariam por vir e o crescimento de modo geral. Se a empresa não cresce, não tem como colaborador nenhum crescer, não é mesmo?!

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E o terceiro grupo, que é o que não tem a compreensão de que os problemas indiretos podem se tornar diretos. Não sentem empatia pois são muito egoístas para sentirem ou nem sabe o que significa. Relacionamento com a empresa é frio e aquilo, faço meu trabalho e deu meu horário, vou embora feliz, contente e saltitante.

Em uma live que fiz junto com Arthur Igreja, conversamos muito sobre isso e ele relatou um ocorrido no aeroporto, quando ele foi comprar pão de queijo em um quiosque e as atendentes estão em uma conversa de bar boa, descontraída enquanto o Arthur esperava ansioso pelo atendimento delas. Só quando terminou o papo, é que ele foi atendido. Essas pessoas não estão fazendo relação das vendas que o quiosque precisa ter para que ela mantenha o emprego dela. Um raciocínio básico de que, se o estabelecimento não vende, não tem como pagar seus funcionários. E quanto mais venda, mais pode oferecer benefícios a eles.

As relações estão em constante mutação, costumo dizer que é uma balança, hora favorece as empresas, hora os colaboradores. O problema nesse desequilíbrio é que nunca, quem está por cima, entende que este é o momento de colaborar no equilíbrio, para que em um futuro próximo, não haja desequilíbrio para o outro lado.

É como falamos, o mundo sempre dá voltas. Sempre.

Marcos Caldas Brito
Co-fundador e Sócio da agência CREARTCODE.