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28 out 2020

OKR, uma ótima ferramenta mal executada.

Objective Key Results, o já conhecido OKR surgiu nos anos 90 como ferramenta fundamental para se desenvolver de forma ágil e focada, um negócio. Com a fama, a ferramenta vem se tornando cada vez mais utilizada por empreendedores, startups e pequeno negócios. Isso tem ocorrido por causa dos vários cases de sucesso creditados ao OKR como ponto fundamental para o atingimento de metas e crescimento dos negócios. Empresas como INTEL, GOOGLE, YOUTUBE e outras tantas gigantes, atribuem muito do seu sucesso ao método.

Porém, o grande problema tem sido a maneira que ela é utilizada. A OKR por si só apresenta uma certa dificuldade em ser desenvolvida, quem deve participar do desenvolvimento das metas e como isso deve ser apresentado, mas, este não é o pulo do gato como se diz por ai. A maneira como se controla e acompanha a ferramenta é o ponto focal para que se tenha sucesso.


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Existem diversos cursos que ensinam como ela funciona, de que forma você precisa considerar as suas metas, mas poucos mostram como você deve acompanhar a ferramenta ao longo do tempo e muito menos que ela pode ser desenvolvida em cascata, unindo os objetivos dos setores ao principal objetivo do negócio. É muito comum vermos que os OKRs são feitos e só voltam a ser verificados 3 meses, 6 meses e em alguns casos, 1 ano depois, quase como uma receita de bolo que você coloca no forno e espera que ele ao final do tempo previsto esteja lindo e apetitoso. Não amigos, não é assim. Se você acha que desenvolver um OKR é complicadinho, acompanhar e controlar ele é bem mais.

Vamos aprender a acompanhar OKR. Os OKRs são adaptáveis por natureza e por isso vamos fazer um acompanhamento para que ele seja mais assertivo e não uma caixinha de surpresas. Conforme controlamos nossos OKRs, temos quatro opções em qualquer ponto do ciclo:

  • CONTINUAR: Se a meta é zona VERDE, não apresentar alguma falha, não corrija.
  • ATUALIZAR: Modifique um objetivo ou resultado-chave de zona AMARELA para responder às alterações no fluxo de trabalho ou no ambiente externo. O que pode ser feito de maneira diferente para retomar o rumo certo em direção à meta? É necessário revisar a linha do tempo? Devemos reverter outras iniciativas para liberar recursos para esta?
  • COMEÇAR: Lançar um novo ciclo intermediário de OKR, sempre que for necessário.
  • PARAR: quando uma meta de zona VERMELHA já não tiver mais sentido, a melhor solução pode ser abandoná-la.

Para classificarmos os OKRs, vamos utilizar a mesma escala que o Google usa que é de 0,0 à 1,0:

  • 0,7 à 1,0 = VERDE (Entregamos)
  • 0,4 à 0,6 = AMARELO (Progredimos mas ficou aquém da conclusão)
  • 0,0 à 0,3 = VERMELHO (Não conseguimos fazer progressos reais)

Essa classificação irá nos ajudar inclusive a verificar se as nossas metas estão realmente desafiadoras ou não. Mas além disso, O acompanhamento por esta escala nos ajuda a verificar se algum KR que esteja no AMARELO, pode ser levado adiante no OKR seguinte.

Caso esteja confuso, me envie uma mensagem que batemos um papo a respeito!

Marcos Caldas Brito
Co-fundador e Sócio da agência CREARTCODE.

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