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17 mar 2021

O cancelamento chegou também para as marcas. 

Que o consumidor tem o poder de ditar o comportamento das marcas, não é novidade. Já estamos na era do Marketing 5.0, de acordo com Philip Kotler, autor de livros renomados na área e outros especialistas. Esta é a era do propósito, onde as pessoas querem mais do que ver produtos, mas sim engajamento em causas sociais e ambientais, posicionamento político e pessoas reais falando para pessoas reais. As máscaras colocadas pelo publicidade caem cada vez mais com a internet e a pressão popular.


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Hoje em dia se o produto é testado em animais já perde uma grande parcela de compradores, se uma marca de alimentos não tem uma linha vegetariana parece não se importar com os animais, se apoia pessoas que fazem discursos de ódio, preconceito e repressão de minorias já fica taxada da mesma forma. E isso demonstra um avanço social em levantar pautas importantes, mas em contrapartida se as marcas não ficam ligadas, perdem muito com isso.

De acordo com a pesquisa sobre “Cultura do Cancelamento Corporativo” da agência Porter Novelli, 72% dos entrevistados se sentem mais aptos a exporem suas opiniões sobre uma empresa e 64% usam as redes sociais para fazerem isso e chamarem a atenção das marcas para que elas possam se repensarem seus atos e, se necessário, fazer um rebranding para mudar a visão só público sobre ela.

Em contrapartida, 73% dos entrevistados falaram que é mais difícil cancelar uma marca que está consolidada em seu propósito e demonstra que quer gerar um impacto positivo no mundo. Então, é imprescindível que as empresas tenham uma missão firme e em prol do coletivo para poderem ganhar pontos e também lucrar.

A cultura do cancelamento está mais forte do que nunca. Pode-se notar o episódio da eliminação da cantora Karol Konká com a maior porcentagem de rejeição do Big Brother. Algumas marcas, como a Avon, cancelaram o contrato com ela por não querer sujar a sua imagem e ter prejuízos. Por isso é importante não só ter um propósito, como difundi-lo da maneira correta. As pessoas e o planeta agradecem.

Maria Eduarda Amaral