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26 abr 2019

Liderança de dentro para fora

O papel de um líder em uma equipe é amplo e essencial. Ele é responsável pela evolução, motivação e pelo reconhecimento de cada membro do grupo, de forma tanto individual quanto coletiva. Além disso, um bom líder deve ter um olhar atento não somente para os resultados, mas também para o lado humano da empresa, como aos relacionamentos, à prática da empatia e gestão de expectativas. Mas, para que essa gestão seja possível e que a equipe obtenha alta performance, é necessário entender a si mesmo como líder e aos seus colaboradores.

No livro Gente de Resultados, do Eduardo Ferraz, nós encontramos o que promete ser um Manual Prático para uma liderança para alta performance. Após a leitura, é possível extrair o que para mim foi o principal aprendizado: a importância do autoconhecimento para liderar.

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“Conhece-te a ti mesmo”. A frase célebre de Sócrates se encaixa perfeitamente na primeira parte do livro, onde o autor se concentra em uma auto análise em busca do autoconhecimento.

Eduardo Ferraz nos apresenta a cinco estilos de liderança: o Protetor, o Trator, o Centralizador, o Empreendedor e o Misto. Não há julgamento de valor de qual perfil seria o melhor ou pior. A cada um apresentado, são apontadas as principais características das pessoas com o tal perfil predominante, assim como os pontos fortes e fracos e dicas para ajuste.

Nossa personalidade e modo de se relacionar com o externo podem ser fontes de debates, mas, para o autor e também na minha concepção como estudante da Psicologia Behaviorista, esses fatores são frutos da interação da nossa genética com o meio. Dessa forma, entende-se que sim, é possível aperfeiçoar traços de liderança. Por isso, analisar como enxergamos o mundo e o modo como nos relacionamos pode nos dar a base para um Plano de Ação no desenvolvimento dos nossos pontos fracos e o aperfeiçoamento dos nossos pontos fortes.

Como instrumento para auxiliar essa análise, um capítulo inteiro é destinado a apresentar a análise SWOT pessoal, uma adaptação da criação de Albert Humphrey, uma vez que essa ferramenta foi elaborada para organizações. Ela conduz uma autocrítica seguindo os seguintes pontos:

-Forças: o que você faz de melhor? Algo seu, seus pontos fortes.
-Fraquezas: o que você precisa mudar na sua performance?
-Oportunidades: o que o meio oferece para você como oportunidade de melhoria?
-Ameaças: quais situações externas a você podem se apresentar como risco?

Ferramenta essa muito utilizada em Coaching, pode servir como uma ótima base para seu Plano de Ação!

Ana Gabaglia
Analista de Recursos Humanos na Reserva

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