Blog

27 jul 2018

A fonte da juventude

Colgate, Palmolive, NY Mellon e JP Morgan Chase. Essas são algumas das empresas mais longevas da lista da Forbes 500 e cada uma delas existe há mais de 150 anos. Há nelas algo em comum para além da inteligência de negócio, relacionamentos políticos ou excelência: adaptabilidade. A capacidade de se reinventar é talvez a mais importante competência no mercado atual e essa capacidade nasce, antes de tudo, da aceitação de que as coisas mudam, de que verdades absolutas não existem e do entendimento de que a distância entre as palavras aprender e trabalhar só existe no dicionário.

Aprender a aprender, a reaprender e a desaprender são a chave nessa Era da Informação (TOFFLER, 1980). Não por nada a grande expressão do momento no meio corporativo é o “lifelong learning” ou aprendizado durante a vida toda. Entretanto, aqui vale uma ressalva: é sobre aprender, não é sobre educar. Inúmeras são as empresas que apostam em treinamentos, em educação, em formação, capacitação. Apostar nisso é a regra, não o diferencial. O diferencial mora na aposta em aprendizagem e isso é bem mais do que educação.

Leia mais

Aprendizagem é despertar da curiosidade, da inquietude, da expansão de consciência. Aprendizagem não forma, não capacita, não molda. Aprendizagem provoca, cutuca, apoia, incentiva. Aprendizagem é viva, é diversa. E ela quem promove de fato autonomia, pró-atividade, agilidade e aquela competência lá do primeiro parágrafo, a habilidade de se adaptar em um mundo cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo.

Se em algum tempo nos foi ensinado que mudar de ideia é feio e que trocar de lado é falta de personalidade, hoje a recomendação é que você seja você mesmo, mas nem sempre o mesmo. Camarão que dorme a onda leva, quem tem raiz é árvore: se a pós-modernidade é líquida, liquidifique-se, vire água, seja flexível e invista tempo, esforço e espaço na tua pulga atrás da orelha, naquela vontade de descobrir algo novo ou revisitar velhas convicções que andavam fossilizadas. Quer ver sua empresa chegar aos cem? Aposte em saber, saber-fazer, saber se desfazer e especialmente em fazer-saber a si e todos que estiverem ao seu redor. Não costuma falhar.

Gustavo Brito
Projetista e Gestor da Escola de Rebeldia da RESERVA

Deixar Um Comentário